Eu, eu mesma e a Cíntia






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Terça-feira, Maio 22, 2007


Detesto chuva de manhã, em dia útil, em São Paulo. A cidade, que é caótica em sua essência, trava. E não tem Ctrl+Alt+Del; é preciso enfrentá-la.
Saio de casa apoiada na certeza de que me lamentar andando é melhor que parada.
A cada passo, fico mais desanimada. De quando em quando, o esperançômetro sobe um pouco. O trem que chega em cinco minutos, por exemplo. Mas logo despenca: mais de dez minutos estacionada na estação ouvindo a mensagem "Devido a. Ocorrência de chuva. Os trens. Estão operando. Em velocidade. Reduzida. Atenção. Estamos aguardano liberação. Da central de operação. Para partir."
Daí você fica com raiva de todo mundo. Quer chutar tudo: a bolsa da mulher atrás de você, que tá cutucando suas costas, o carro do maldito que parou na faixa de pedestres, a barraca da van que vende lanche na rua do escritório, que toma toda a calçada, e as pessoas que estão comprando comida, por não deixarem espaço para vc passar de guarda-chuva.
(*momento suspiro: um dia, pelo menos, vou chegar em casa e encontrar você e "even if my house falls down, I wouldn't have a clue")

by Cín


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Quarta-feira, Maio 16, 2007


"Nem caneta nem papel
E uma idéia fugia
Era o rodo cotidiano"

Rodo cotidiano, O Rappa.

by Cín


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Segunda-feira, Maio 14, 2007


A angústia da espera é ruim, mesmo quando é pequena. Enquanto estamos pacientes, ele não causa muito dano.
O problema é quando, de repente, perdemos a paciência e queremos seja o que for "pra já". Às vezes não tem jeito, não depende da gente.
Tipo agora, assim.
(PS.: Gostaria de aproveitar para deixar registrado de alguma forma que, apesar de não ter absolutamente nada a ver com o assunto acime tratado, "Eu Vi Gnomos", do Tihuana, é a música mais bizarra da face da Terra.)

by Cín


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